Esta semana vou reflectir sobre a
importância da sesta. Na pesquisa que realizei deparei-me com algumas controvérsias relativamente a este assunto, pois se não é absolutamente consensual o número de horas que as crianças em idade pré-escolar devem dormir por noite. Dez ou onze, as opiniões variam. O mesmo é válido para a sesta à tarde. Há quem defenda que, a partir dos 3 ou 4 anos, as crianças já não têm necessidade de dormir a seguir ao almoço, há quem ache precisamente o contrário.
Controvérsias à parte, há que ter em conta um aspecto muito importante, actualmente, as crianças vivem, cada vez mais, segundo os horários dos pais. Se antigamente as mães estavam em casa e podiam gerir o dia-a-dia de acordo com as necessidades dos mais pequenos, hoje essa organização é praticamente impossível. Para que possam passar algum tempo na companhia dos pais, as crianças acabam por ir para a cama muito mais tarde do que o recomendável.
A sesta proporciona o descanso necessário, fundamental para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças. Desempenha um conjunto de funções: do ponto de vista de um quotidiano marcado por constantes descobertas, explorações e aprendizagens, a sesta permite a regeneração do organismo. Assim, a criança poderá mostrar mais disponibilidade nas diversas interacções e concentra-se melhor em novas tarefas. Além disso, a sesta possibilita também o regresso a um estado mais calmo, após as excitações vividas nas brincadeiras com os outros colegas. Tal como os adultos, as crianças cansadas ficam muitas vezes irritáveis; o sono ajuda-as a ficarem com a sua boa disposição de volta.
No entanto, há que ter em conta que nem todas as crianças têm a mesma necessidade de dormir. Assim, a sesta implica um novo ajustamento que poderá ocorrer com maior ou menor facilidade, consoante os traços individuais de cada criança, pelo que algumas podem sentir esta fase de repouso como uma parte do dia desagradável. Estas crianças poderão dedicar-se a actividades mais calmas, como fazer um desenho ou montar um puzzle.
Realçar o aspecto positivo do repouso. Não se deve utilizar a sesta como um castigo, pois a associação da penalização ao dormir poderá causar sentimentos de ansiedade e agitação, em detrimento da calma que a sesta deve proporcionar.
Procurar compreender a causa de eventuais resistências à sesta. Algumas crianças sentem medo de dormir por experienciarem, ainda, episódios de enurese nocturna e, por conseguinte, recearem fazer chichi durante a sesta.
No que diz respeito ao limite do repouso, a sesta não deverá ultrapassar as 16h da tarde, para que a criança sinta o sono necessário na altura de dormir à noite.
O período de descanso vai ficando mais curto de forma natural. Por volta dos 5 anos é normal que a criança já não queira dormir. O hábito perde-se de forma definitiva quando as crianças entram para o primeiro ano de escolaridade.
2 comentários:
Acima de tudo é essencial respeitar o ritmo de cada criança! Conhecer a criança e o seu ritmo é muito importante para que nenhuma das situações desagradáveis que referiste se verifique!
Nem todas as crianças têm a mesma necessidade de dorm,ir, algumas dormem mais horas. A outras basta apenas um pequeno período.
A sesta é muito importante, mas nunca deve ser obrigatória. Cada criança tem o seu ritmo próprio e isso tem sempre de ser respeitado. Para uma bela sesta tem de haver: sossego, carinho, mimos, fazer parte da rotina, momento de calma...
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